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César, o Esquilo
César, o Esquilo · A Grande Expedição

O Tesouro das Castanhas Douradas

Episódio 15 · ~6 min

Olá, pequenos exploradores e exploradoras do bosque!

Sou eu, o César, o esquilo explorador!

E hoje trago-vos uma história crocante e deliciosa: O Tesouro das Castanhas Douradas! , assim o vento traz mais aventuras e o cheirinho de castanha assada espalha-se pela floresta!

Depois de encontrarmos o mel cristalino nas montanhas, o Senhor Urso disse-nos:

Senhor Urso
“— Meus amigos, falta-nos apenas um ingrediente para a receita perfeita: as castanhas douradas do vale escondido.”

E lá fomos nós, mochila às costas, mapa nas mãos e vontade de descobrir algo novo.

O Raul, o ouriço, guiava-nos com precisão.

Raul
“— O vale fica além da ponte das vinhas. Mas cuidado… há ventos fortes por lá!”

A Íris sobrevoava as árvores, brilhando como uma estrela.

Íris
“— O vento só é forte para quem esquece de dançar com ele!”

E o Frederico, a rã, saltava entre folhas caídas:

Frederico
“— Eu posso dançar e saltar ao mesmo tempo!”

Chegámos à Ponte das Vinhas, antiga e coberta de folhas secas.

Cada passo rangia, e o rio rugia lá em baixo.

César
“— Devagar, amigos — avisei —, o importante é atravessar juntos.”

E assim fizemos, um passo de cada vez, com o vento a soprar e as vinhas a balançar como se a floresta nos observasse.

Do outro lado, o vale abria-se num tapete dourado.

As árvores estavam carregadas de castanhas enormes, brilhantes como pequenas luas.

Íris
“— Uau… — suspirou a Íris. — É mesmo o Vale Dourado!”

O Raul aproximou-se de uma árvore e tocou na casca.

Raul
“— Mas são duras… e estas têm espinhos!”

O Frederico deu um pulo para trás.

Frederico
“— Espinhos? Eu fico com as lisinhas!”

Sorri.

César
“— A natureza protege aquilo que é precioso.”

Com cuidado, começámos a recolher as castanhas caídas.

O sol refletia-se nelas como ouro líquido, e o som dos ouriços das cascas a abrirem-se ecoava como pequenos estalinhos mágicos.

Mas, de repente, o chão tremeu.

Um som grave veio do subsolo: Rummm...

Raul
“— O que foi isso?! — gritou o Raul.”
Frederico
“— Parece… uma pedra viva! — disse o Frederico, agarrado a uma folha.”

De entre as raízes, surgiu uma figura imensa: um javali ancião, com pelos prateados e olhar bondoso.

Javali ancião
“— Quem ousa colher as castanhas douradas? — perguntou ele, com voz profunda.”

Engoli em seco, mas avancei com coragem.

César
“— Somos amigos do bosque!”
César
“— Procuramos apenas o suficiente para preparar um doce para todos — acrescentei.”

O javali olhou-nos longamente, depois sorriu.

Javali ancião
“— Então não vieram para levar, mas para partilhar.”

Baixou a cabeça e empurrou com o focinho uma enorme castanha dourada em nossa direção.

Javali ancião
“— Esta é a Rainha das Castanhas. Cuidem bem dela.”

O Raul anotava com entusiasmo.

Raul
“— Um javali sábio… nunca pensei!”
Íris
“— O bosque inteiro é sábio, Raul — disse a Íris. — Só precisamos saber escutar.”

De regresso, a Rainha das Castanhas reluzia na mochila.

O Frederico não parava de cantar:

Frederico
“— Castanha dourada, barriguinha encantada!”

E o vento parecia acompanhá-lo, num ritmo feliz.

Quando chegámos ao Senhor Urso, ele ergueu a pata com carinho.

Senhor Urso
“— Conseguiram, pequenos exploradores.”

E o César respondeu, com um brilho nos olhos:

Senhor Urso
“— Não foi só sorte, Senhor Urso. Foi união.”

Sabem, meus pequenos ouvintes…

Os maiores tesouros da vida não se escondem no ouro ou nas joias — mas no esforço partilhado e no carinho que colocamos em cada gesto.

Quando trabalhamos juntos, tudo brilha mais forte.

Agora fechem os olhinhos e imaginem o vale dourado a cintilar sob o sol, e o som das castanhas a cair suavemente nas folhas.

E se quiserem saber como o mel e as castanhas se tornaram no doce mais famoso da floresta, o próximo episódio é o grande final da nossa aventura!

Boa noite, pequenos aventureiros do Vale Dourado.

Que os vossos sonhos sejam doces como o mel… e fortes como as raízes das castanhas.

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