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César, o Esquilo
César, o Esquilo · A Grande Expedição

O Presente da Floresta

Episódio 16 · ~6 min

Olá, pequenos aventureiros e aventureiras do bosque!

Sou eu, o César, o esquilo explorador — e hoje vou contar-vos uma história muito especial: a do dia em que a floresta inteira preparou um presente!

Depois do grande Banquete do Bosque, todos fomos dormir com o coração e a barriguinha cheios.

Mas naquela manhã, acordei com uma ideia a saltar-me na cabeça como uma bolota viva!

César
“— Amigos! — chamei o Raul, a Íris e o Frederico. — Está na hora de fazermos algo especial… para o Senhor Urso!”

O Raul levantou a cabeça, meio sonolento.

Raul
“— Mas ele já nos deu o doce da floresta… o que mais podemos dar a alguém que tem tudo?”
Íris
“— Gratidão — respondeu a Íris, pousando numa folha. — Gratidão também é um presente.”

O Frederico, com os olhos arregalados, gritou:

Frederico
“— E se fizermos um presente com tudo o que aprendemos?!”
César
“— Perfeito! — exclamei, batendo as patinhas.”

Passámos o dia a recolher pedacinhos das nossas aventuras.

O Raul trouxe um punhado de sementes da Colina Azul.

A Íris, um pouco de pó de asa dourado das flores do mel.

E o Frederico mergulhou num tronco oco e voltou com um frasquinho de mel cristalino.

Juntei tudo e coloquei dentro de uma pequena caixa feita de noz.

Mas… algo ainda faltava.

O toque final.

Olhei em volta e vi o campo onde tudo começou — o mesmo onde conheci o Senhor Urso pela primeira vez.

Peguei num galho fino, mergulhei-o no mel e escrevi na tampa da caixa:

Para quem nos ensinou a colher o doce da vida.”

Quando chegámos à clareira, o Senhor Urso estava sentado junto à fogueira, com a Dona Ursa a seu lado.

As abelhas-luz dançavam no ar, e o pôr do sol pintava o bosque de dourado.

César
“— Senhor Urso… — disse eu, entregando a caixa com as patinhas trémulas.”
César
“— Fizemos isto para si.”

Ele olhou para mim com os olhos brilhantes e abriu devagar a pequena tampa.

Um cheiro suave de mel espalhou-se no ar, e uma semente azul rolou para o chão, ficando entre nós.

O Senhor Urso pegou nela com cuidado.

Senhor Urso
“— Sabes o que é isto, César? — perguntou, sorrindo.”
César
“— É o início de algo novo? — arrisquei.”

Ele acenou.

César
“— É a floresta a dizer obrigada.”

A Dona Ursa aproximou-se, tocando-me na cabeça com carinho.

Dona Ursa
“— Vocês são o futuro da floresta — disse ela. — E o futuro precisa de corações curiosos e mãos generosas.”

O Frederico limpou uma lágrima fingida.

Frederico
“— Estou… comovido! Ou talvez seja só o cheiro a mel!”

Todos rimos, e o som das gargalhadas misturou-se com o canto dos pássaros.

Enquanto o sol se escondia, o Senhor Urso plantou a pequena semente azul no meio da clareira.

Senhor Urso
“— Esta árvore será o símbolo da nossa amizade.”

E quando crescer, contará as histórias de hoje às gerações que virão.

O Raul anotava tudo no seu caderno, e a Íris voava em círculos sobre a semente recém-plantada.

Eu, o pequeno César, fiquei em silêncio por um momento, a olhar o brilho do mel a cair nas folhas.

Partilhar é a aventura que nunca termina.”

Sabem, meus pequenos ouvintes…

Os melhores presentes não se embrulham — cultivam-se.

E quando damos algo de coração, a floresta inteira floresce connosco.

Agora fechem os olhinhos e imaginem o som do vento a acariciar as folhas da nova árvore e o eco das risadas do Senhor Urso e dos seus amigos.

E se quiserem continuar a descobrir o que o futuro guarda para o bosque encantado, porque novas aventuras estão sempre a germinar.

Boa noite, pequenos aventureiros do coração.

Que os vossos sonhos cresçam fortes e gentis como a árvore da amizade.

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