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César, o Esquilo
César, o Esquilo · A Grande Expedição

A Colmeia Encantada

Episódio 13 · ~6 min

Olá, pequenos aventureiros e aventureiras do bosque!

Sou eu, o César, o esquilo explorador — e hoje, trago-vos uma estória tão doce que até as abelhas vão sorrir!

Depois do Senhor Urso nos ensinar sobre as flores do mel, decidimos seguir um pequeno trilho dourado que brilhava entre as árvores.

Era como se o vento tivesse deixado rastos de luz no chão.

Senhor Urso
“— Vejam! — gritou o Raul, apontando para uma árvore antiga coberta de musgo.”
Senhor Urso
“Lá no alto, havia uma colmeia diferente de todas as outras: cintilava como se fosse feita de vidro e mel ao mesmo tempo.”
Senhor Urso
“A Íris bateu as asas devagar.”
César
“— É uma colmeia encantada… sinto magia no ar.”
César
“E o Frederico, a rã, já preparava o frasco:”
Frederico
“— Perfeita para guardar o mel mais doce da floresta!”

Mas assim que ele se aproximou… BZZZZZZZZZ!

Um enxame de abelhas-luz surgiu em volta, formando um círculo dourado à nossa volta.

César
“— U-uhh… olá, amiguinhas! — disse eu, erguendo as patinhas.”

As abelhas brilhavam como pequenas lanternas, e de repente, uma delas — a maior e mais reluzente — aproximou-se do meu nariz.

César
“— Intrusos? Ou amigos da floresta? — perguntou, com uma voz suave e grave ao mesmo tempo.”

Engoli em seco.

César
“— Amigos! — respondi rapidamente. — Somos exploradores do bem! Procuramos o mel para partilhar com todos!”

A abelha pousou na ponta da minha orelha e respondeu:

César
“— A colmeia encantada não se abre com pressa. Só com respeito.”

O Raul acenou, impressionado.

Raul
“— Então, temos de provar que somos pacientes.”
Raul
“O Frederico suspirou.”
Frederico
“— Lá se vai a ideia de comer mel agora mesmo…”
Frederico
“E a Íris, sempre sábia, murmurou:”
Íris
“— Talvez tenhamos de ouvir antes de agir.”

Assim fizemos.

Sentámo-nos no chão, e durante longos minutos, ficámos apenas a observar o trabalho das abelhas-luz.

Elas moviam-se com ritmo, formando padrões no ar — primeiro círculos, depois ondas, e por fim, uma espiral dourada.

Era uma dança… e nós estávamos a aprender a melodia do respeito.

De repente, o zumbido mudou para um som leve, como sininhos.

A abelha-líder pousou no tronco da árvore e a colmeia abriu-se, revelando o seu interior cintilante — puro mel dourado, espesso e perfumado.

O cheiro era tão doce que o Frederico desmaiou de felicidade!

Frederico
“— Ahahah! Frederico, respira! Ainda nem provaste nada!”

Com muito cuidado, recolhemos apenas uma pequena gota de mel, como o Senhor Urso nos ensinara.

E a abelha-líder sorriu.

Abelha-líder
“— O doce que é partilhado nunca se esgota.”
Abelha-líder
“O mel brilhou na colher do Raul, e a luz refletiu-se nas asas da Íris — como se a floresta inteira sorrisse.”

Enquanto caminhávamos de volta, olhei para trás e vi as abelhas a dançar outra vez.

Pensei comigo:

> “O segredo do mel encantado não é o sabor… é a amizade que o cria.”

Sabem, pequenos exploradores…

A doçura da vida cresce quando somos gentis com o mundo à nossa volta.

E até o menor gesto de cuidado pode abrir portas que o medo mantém fechadas.

Agora fechem os olhinhos e imaginem o brilho das abelhas-luz a dançar sobre a colmeia dourada.

E se quiserem saber o que acontece quando o Senhor Urso descobre que uma tempestade ameaça destruir o campo das flores, a próxima história vai ser um verdadeiro desafio da natureza!

Boa noite, pequenos corajosos da floresta.

Que os vossos sonhos sejam doces como o mel… e leves como o zumbido das abelhas-luz.

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