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César, o Esquilo
César, o Esquilo · A Grande Expedição

As Sementes da Colina Azul

Episódio 12 · ~6 min

Olá, pequenos exploradores e exploradoras do bosque encantado!

Sou eu, o César — o Esquilo Explorador!

E hoje trago-vos uma história cheia de cor, vento e mistério: As Sementes da Colina Azul!

Depois de ouvirmos o Senhor Urso contar sobre as castanhas gigantes, a curiosidade cresceu em mim como uma árvore nova.

Decidimos explorar o caminho que subia até à Colina Azul, um lugar de onde se dizia que as sementes “escolhiam” onde germinar.

O Raul o ouriço vinha a marcar o caminho no mapa.

Raul
“— Se elas escolhem, então são sementes mágicas!”
Frederico
“— Ou muito preguiçosas! — brincou o Frederico, a rã, a saltar entre pedras.”
Frederico
“A Íris dançava no ar, deixando pequenas faíscas de pó dourado a cada bater de asas.”
Íris
“— Talvez a magia esteja em quem as observa, não nelas.”

Subimos devagar, até que o chão ficou coberto por pequenas bolinhas azuis.

César
“— São lindas! — exclamei, segurando uma.”
César
“O sol refletia-se nelas como num espelho.”
César
“— Parecem cristal, mas são vivas — murmurou o Raul.”

De repente, o vento soprou forte, e as sementes começaram a rolar sozinhas colina abaixo!

César
“— Aiii! Voltem aqui! — gritei, correndo atrás delas.”
César
“O Frederico saltava tentando ajudar:”
Frederico
“— Vou apanhar esta! — ploc! caiu dentro de um arbusto.”
Frederico
“E a Íris ria às gargalhadas lá de cima.”
Íris
“— Elas não fogem, César… estão a procurar o seu lar!”

Parecemos loucos a correr atrás das sementes dançarinas, até que o Senhor Urso apareceu no topo da colina, com o seu passo lento e sorriso tranquilo.

César
“— Ah, já encontraram as sementes azuis…”
César
“— Elas fugiram de nós, Senhor Urso! — expliquei, ainda ofegante.”

Ele riu baixinho.

César
“— Não fugiram, César.”

Elas só estavam a ensinar-vos algo.

Ficámos em silêncio, e o vento voltou a soprar.

As sementes pararam junto de pequenas clareiras iluminadas, cada uma num lugar diferente.

César
“— Escolheram o sítio certo — sussurrou a Íris.”
César
“— Sim — respondi —, como se cada uma soubesse onde pode crescer melhor.”

O Senhor Urso sentou-se ao meu lado.

César
“— As sementes ensinam-nos sobre equilíbrio, pequeno esquilo.”

Nem todas precisam estar no mesmo lugar.

Cada uma tem o seu tempo, a sua terra e o seu propósito.

Assim também é com os sonhos e os amigos.

Fiquei a olhar para as sementinhas brilhantes.

César
“— Então… o segredo não é guardar todas, mas deixar algumas ir?”
César
“— Exatamente.”

Guardar tudo é medo. Partilhar é confiança.

O Raul anotava cada palavra.

Raul
“— Então o ciclo da floresta é como o ciclo das ideias: quanto mais se partilha, mais floresce!”
Frederico
“— E quanto mais floresce, mais frutos dá! — completou o Frederico, abanando as patinhas cheias de pó azul.”

Todos rimos, e o sol começou a descer devagar, pintando a colina de tons dourados e lilases.

As sementes brilharam como pequenas estrelas caídas.

Sabem, meus amigos…

Às vezes, aprender é deixar ir.

E quando deixamos o medo de lado, abrimos espaço para o novo crescer — dentro da floresta e dentro de nós.

Agora fechem os olhinhos, respirem fundo e imaginem as sementinhas azuis a dançar com o vento.

E se quiserem continuar connosco nesta aventura de mel, castanhas e amizade, o Senhor Urso vai ensinar-nos a arte secreta das flores do mel!

Boa noite, pequenos exploradores da Colina Azul.

Que as vossas sementes de curiosidade cresçam fortes e felizes.

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