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Princesa Aurora
Princesa Aurora · As Fábulas do Reino Áureo

A Aula da Diplomacia (em Casa)

Episódio 16 · ~7 min

Olá, pequenos diplomatas do Reino Áureo!

Sou eu, a Aurora — e hoje a lição é diferente.

Vamos aprender como resolver discussões, encontrar soluções e, claro, rir um bocadinho também.

O dia começou nublado, e o castelo estava mais silencioso do que o normal.

O Rei Mário tinha ido visitar as Colinas, e a Rainha Olivia cuidava dos assuntos do Bosque.

Assim… o castelo estava nas minhas mãos.

Eu achei que seria um bom momento para treinar a minha futura função de rainha.

Aurora
“Tomás, Inês! Vamos fazer um Conselho de Diplomacia Real.”
Tomás
“Conselho de quê? — perguntou Tomás, com uma maçã na boca.”
Aurora
“Diplomacia! — respondi. — Resolver problemas com palavras, não com espadas… nem com maçãs.”

Preparei a Sala dos Retratos Antigos, decorei-a com fitas coloridas e sentei-me no trono pequeno que o meu pai mandara fazer para mim.

Inês trouxe papéis, Tomás trouxe bolos — "para manter a paz", disse ele.

O primeiro "caso" começou com humor.

Aurora
“Eu, Tomás, apresento uma queixa contra o pomar. — disse ele, de pé, muito sério.”
Aurora
“Contra o pomar?”
Tomás
“Sim! As maçãs estão a cair antes de estarem maduras.”
Aurora
“Então, queres que a natureza assine um acordo de paz? — riu Inês.”

Mas eu mantive o papel de princesa séria.

Aurora
“A diplomacia começa por ouvir, Tomás. O que propões para resolver o problema?”

Ele pensou por um segundo.

Aurora
“Talvez… falar com os jardineiros? Ou… com as abelhas?”
Inês
“As abelhas não têm voto no conselho — disse Inês, a rir — mas os jardineiros, sim!”

E foi o que fizemos: chamámos o Chefe dos Jardineiros.

Ele explicou que o vento das Colinas estava mais forte e que precisavam de redes de proteção.

Aurora
“Então, não há conflito, há apenas comunicação em falta — disse eu.”
Aurora
“Uau, isso até parece coisa de rainha. — comentou Tomás.”

O segundo caso foi mais complicado.

Dois ajudantes da cozinha — o Rafa e o Júnior — discutiam sobre quem devia usar o novo forno primeiro.

Rafa
“Eu cheguei primeiro! — gritou Rafa.”
Júnior
“Eu pedi primeiro! — gritou Júnior.”
Aurora
“E eu… quero paz antes que o pão queime! — respondi, tapando os ouvidos.”

Inês cochichou:

Aurora
“Lembra-te do que o teu pai disse: ouvir antes de decidir.”

Olhei para os dois e perguntei calmamente:

Aurora
“Para quem é o pão?”
Aurora
“Para a Rainha! — responderam em coro.”
Aurora
“Então façam metade cada um, e a Rainha escolhe qual é o mais saboroso.”

Eles olharam um para o outro, riram e apertaram as mãos.

Rafa
“Está bem, Princesa. Que vença o pão mais doce!”

Quando a tarde terminou, a sala estava cheia de gargalhadas e papéis rabiscados.

O General Miguel entrou e ficou a observar a confusão.

Aurora
“O que se passa aqui, Alteza?”
Aurora
“Apenas a minha primeira experiência como mediadora de paz.”
Aurora
“E correu bem?”
Aurora
“Muito! Ninguém se magoou… e o pão estava delicioso!”

O General acenou com respeito.

Aurora
“Então, posso dizer que passaste a tua primeira aula de diplomacia.”
Aurora
“E qual é a nota? — perguntei.”
Aurora
“Nota máxima… pela sabedoria e pela doçura.”

Sabem, pequenos diplomatas, resolver problemas nem sempre é fácil, mas quando se ouve o coração e se respeitam as vozes à volta, tudo se torna mais simples.

Diplomacia é dizer a verdade com cuidado e objetivo.

Boa noite, pequenos conselheiros. Que as vossas palavras sejam sempre pontes de paz. Até à próxima!

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