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Princesa Aurora
Princesa Aurora · As Fábulas do Reino Áureo

Feira dos Ofícios e dos Sonhos

Episódio 15 · ~7 min

Olá, sonhadores e construtores do Reino Áureo!

Sou eu, a Aurora — e hoje o dia vai ser cheio de cores, sons e ideias!

Vamos conhecer os talentos do nosso povo e descobrir que todos, mesmo os mais pequenos, têm algo especial para oferecer.

Era o Dia da Feira dos Ofícios, um festival criado para mostrar o talento e a criatividade do povo do Reino Áureo.

Nas praças da capital, as bancas estendiam-se por todo o lado — havia escultores, pintores, ferreiros, padeiros e até inventores com máquinas que faziam cócegas em quem passava.

O Rei Mário explicou-me:

Aurora
“A feira serve para recordar que o trabalho de cada um é o que mantém o reino vivo.”
Aurora
“Então… é como se fosse o coração do esforço de todos?”
Aurora
“Exatamente, minha filha. E hoje vais ver como ele bate forte.”

Com o Tomás e a Inês, decidi visitar cada área da feira.

Na zona dos artesãos, um velho ferreiro mostrava ferramentas forjadas com o mesmo metal que o meu bisavô usara para construir a Ponte das Colinas.

Aurora
“O teu bisavô tinha mãos de ouro, Princesa — disse ele. — Mas o que o tornava grande era o coração de ferro.”

Toquei no martelo que ele usava e o Anel do Tempo brilhou levemente.

Vi uma lembrança antiga: o bisavô a trabalhar, suado, sorridente, a ensinar um rapaz a moldar ferro com paciência.

O brilho desapareceu e eu murmurei:

Aurora
“Cada martelo tem uma história, e cada história constrói o futuro.”

Seguimos para a banca das costureiras, onde Inês não resistiu a experimentar um chapéu enorme cheio de penas.

Aurora
“O que achas, Aurora?”
Aurora
“Acho que pareces uma rainha… das aves!”

Mais à frente, Tomás parou na banca dos jardineiros.

Aurora
“Olha, Aurora! Fizeram vasos com sementes encantadas. — Ele pegou num e sem querer fez crescer uma abóbora gigante!”
Tomás
“Ops… acho que exagerei na magia da rega.”
Aurora
“Ou a abóbora é que tem ambições de castelo! — respondi a rir.”

No meio da feira, havia um pequeno palco onde os jovens aprendizes mostravam invenções.

Uma menina apresentou uma roda de madeira que girava com o vento para acender lanternas noturnas.

Um rapaz criou uma caixinha que tocava músicas diferentes consoante o humor de quem a segurava.

Olhei à volta, maravilhada.

O Reino Áureo parecia brilhar com as ideias do seu povo.

Mas nem tudo corria bem.

Uma das tendas começou a desabar por causa do vento forte.

O General Miguel e alguns guardas correram para ajudar, mas eu vi algo curioso:

as pessoas começaram a unir-se espontaneamente — ferreiros seguravam as cordas, costureiras remendavam a lona, jardineiros usavam raízes para prender o chão.

Em poucos minutos, a tenda estava firme novamente.

Eu subi ao palco e disse:

Aurora
“Viram o que aconteceu? Cada um usou o seu talento, e juntos salvaram o dia. É assim que o nosso reino cresce: quando trabalhamos como uma só família.”

O Rei Mário levantou-se entre a multidão e declarou:

Aurora
“Que esta feira se torne tradição. Aqui celebramos o dom do trabalho e o poder da união!”

O povo aplaudiu e as flautas começaram a tocar uma melodia alegre.

Inês olhou para mim e disse:

Aurora
“Sabes, Aurora, acho que encontraste uma nova forma de magia.”
Aurora
“Qual? — perguntei.”
Aurora
“A magia das pessoas que acreditam umas nas outras.”

Sabem, pequenos sonhadores, o trabalho de cada pessoa é como uma faísca: sozinho brilha, mas juntos iluminam o mundo inteiro.

Toda profissão tem dignidade; toda história merece respeito.

Boa noite, construtores do amanhã. Que os vossos sonhos sejam pontes de luz e de coragem. Até à próxima!

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