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Princesa Aurora
Princesa Aurora · As Fábulas do Reino Áureo

O Mercado das Três Máscaras

Episódio 17 · ~7 min

Olá, curiosos do Reino Áureo!

Sou eu, a Aurora — e hoje o dia promete ser… muito interessante.

Vamos ao mercado ver o que há de novo, mas cuidado: nem tudo o que brilha é ouro.

O mercado central estava mais animado do que nunca.

Vendedores gritavam as suas ofertas: frutas, brinquedos, tecidos, poções de ervas.

Eu, Tomás e Inês caminhávamos entre as bancas, curiosos.

Tomás
“Cheira a pão quente! — disse Tomás, de olhos brilhantes.”
Inês
“E a problemas, se continuares a provar tudo o que vês. — respondeu Inês, a rir.”

No fim da rua principal, uma nova banca chamava atenção.

Tinha cortinas pretas e uma placa dourada que dizia:

Miro, o Mercador dos Mil Mistérios — soluções rápidas para todos os males!

O Miro apareceu de capa azul e máscara dourada, teatral e sorridente.

Aurora
“Bem-vindos, nobres e simples! — exclamou. — Tenho o que todos procuram: coragem para os medrosos, sabedoria para os confusos e… máscaras para quem não quer mostrar o que sente!”

A multidão aplaudiu.

Uma senhora perguntou:

Aurora
“E funciona mesmo?”
Miro
“Claro! Vejam só! Esta máscara dá coragem instantânea!”

Ele colocou a máscara num rapaz tímido, que imediatamente gritou:

Aurora
“Eu… eu adoro cebolas!”

O povo riu às gargalhadas.

Mas eu não me ri. Observei em silêncio.

A Pena do Sábio, presa ao meu cinto, começou a brilhar levemente.

Um sinal claro de que havia algo para aprender… ou desconfiar.

Aproximei-me da banca.

Aurora
“Senhor Miro, quanto custa uma dessas máscaras?”
Aurora
“Para a Princesa do Reino Áureo, é de graça! — disse ele, curvando-se. — Chamo-lhe um presente… de amizade.”
Aurora
“Um presente… ou uma armadilha?”

O público murmurou.

Aurora
“Uma princesa desconfiada! — exclamou Miro, teatral. — Então, provemos! Se eu mentir, darei o meu lucro do dia a todos aqui!”

Peguei na máscara e olhei-a bem.

Usei o Anel do Tempo.

De repente, vi o passado da peça: Miro a pintá-la às pressas, colando-lhe uma pena falsa e a dizer: "Com sorte, ninguém percebe o truque.

O brilho cessou.

Olhei para ele e sorri.

Aurora
“É bonita, mas não tem poder nenhum, pois não?”

O público murmurou novamente.

Miro hesitou, levantando as mãos.

Aurora
“O poder… o poder está em quem acredita! — respondeu, tentando manter o charme.”

Foi então que Inês falou:

Aurora
“Então o meu gato é mágico, porque eu acredito que ele me entende!”

Tomás completou:

Aurora
“E eu acredito que vais ficar sem fregueses, Miro.”

Miro suspirou, tirando o chapéu com elegância.

Miro
“Está bem, está bem…”
Aurora
“Mais uma vez, a princesa atrapalha os meus planos…”

Ele fez uma vénia e desapareceu entre as sombras da feira, deixando para trás as máscaras e o eco das suas palavras.

À noite, quando o mercado ficou vazio, Miro reapareceu, sentado num banco de pedra.

A lua iluminava-lhe o rosto semicoberto.

Aurora
“Hmpf… "Atrapalha os meus planos", não é? Talvez eu precise de planos melhores…”

De repente, três figuras aproximaram-se entre as sombras.

As Fúrias — vestes negras, olhos brilhantes como vidro.

A mais velha falou com voz suave e perigosa:

Aurora
“Planos melhores… ou aliados melhores.”

A segunda sorriu.

Aurora
“O teu talento pode servir a algo maior, Miro.”

A terceira apenas murmurou:

Aurora
“Junta-te a nós… o Mancha recompensa quem lhe abre caminho.”

Miro olhou para elas, curioso, e um sorriso lento formou-se sob a máscara.

Miro
“Hmm… alianças, é? Gosto disso.”

A lua ficou encoberta, e as quatro silhuetas desapareceram na escuridão.

Sabem, pequenos curiosos, às vezes o perigo não vem com gritos — vem com sorrisos e promessas bonitas.

Nem tudo o que reluz é verdade.

Por isso, aprendam a olhar com o coração e com a razão.

E lembrem-se: promessas fáceis cobram preços altos.

E fiquem atentos, porque há sombras a mover-se no Reino Áureo…

Boa noite, jovens guardiões. Que as vossas escolhas sejam sempre guiadas pela luz. Até à próxima!

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