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César, o Esquilo
César, o Esquilo · A Grande Expedição

O Mistério da Noz Gigante

Episódio 14 · ~6 min

Olá, pequenos exploradores e aventureiros do bosque!

Sou eu, o César , o esquilo explorador!

E hoje trago-vos uma história de mistério… de força… e de uma noz maior do que o meu próprio corpo!

Depois da tempestade, a floresta ficou mais calma, mas havia algo diferente no ar.

O Raul, o ouriço, mexia no mapa e franzia o nariz.

Raul
“— César, o vento trouxe algo novo… há um símbolo aqui que não estava antes!”

Olhei com atenção: era o desenho de uma noz gigante, marcada com um “X” bem no centro da Colina Dourada.

César
“— Uma noz gigante?! — gritei, com os olhos a brilhar. — Isso é um tesouro, Raul!”

Seguimos a trilha com o Frederico, a rã, a saltar à frente, a cantarolar:

Frederico
“— Uma noz, duas nozes, três nozes e um lanche!”
Frederico
“A Íris voava por cima, deixando o seu brilho dourado pelo caminho.”
César
“— Espero que essa noz saiba voar também, porque deve ser enorme!”

Quando chegámos à colina, o chão tremia levemente — e no topo, coberta por folhas e raízes, lá estava ela.

Uma noz tão grande que parecia uma casa!

César
“— Uau… — murmurei. — É a Noz Gigante da Floresta Dourada!”
Raul
“— Isso existe mesmo?! — perguntou o Raul, empolgado.”
Raul
“— Diz a lenda que dentro dela há um segredo que só se revela a quem souber partilhar.”

Tentámos abrir a noz.

Empurrámos, batemos, rodámos, e até o Frederico tentou saltar em cima!

Frederico
“— Nada! — suspirei, exausto. — Nem uma rachinha!”
Frederico
“O Senhor Urso, que vinha a subir o caminho devagar, observava com aquele olhar calmo e sábio.”
Senhor Urso
“— O que procuram, pequenos aventureiros?”
Senhor Urso
“— A noz gigante! Mas não conseguimos abri-la!”

Ele riu baixinho.

Senhor Urso
“— Talvez a força não seja o segredo…”

O Raul olhou em volta e percebeu algo:

César
“— César, vê as linhas na casca! Parecem… pequenas fendas, como portinhas.”
César
“Aproximei-me e reparei que, entre as fendas, havia pequenos espaços, e dentro deles… sementes!”
César
“— São… outras nozes! — gritou o Frederico. — A noz gigante é uma mãe-noz!”

Rimo-nos todos, e o Senhor Urso sorriu.

Senhor Urso
“— Às vezes, o maior tesouro não está dentro, mas no que ele dá.”

Recolhemos as pequenas nozes e dividimo-las entre nós e os animais da floresta.

O Raul anotava: “Partilhar é a chave do mistério.”

A Íris acrescentou:

Íris
“— E quanto mais partilhamos, mais sementes deixamos no mundo.”

Olhei para o céu e pensei no mel, nas flores e nas abelhas.

Tudo o que é doce, só o é porque é partilhado.

Voltámos ao campo das flores e enterrámos metade das nozes para que novas árvores crescessem.

César
“— Senhor Urso — perguntei —, acha que estas vão dar frutos tão grandes quanto a mãe-noz?”
César
“— Talvez sim, César — respondeu ele —, se cuidarem delas com amor e paciência.”
Frederico
“— Então já sei o segredo da noz gigante! — disse o Frederico, com um salto de alegria.”
Frederico
“— Qual é? — perguntámos todos.”
Frederico
“— Que as melhores aventuras… cabem dentro de um coração que sabe partilhar!”

Rimo-nos juntos, e o pôr do sol cobriu o bosque com um brilho dourado, como o mel a escorrer das folhas.

Sabem, meus pequenos aventureiros…

A generosidade é a chave que abre todos os mistérios da floresta.

Quando partilhamos, o mundo cresce connosco.

Agora fechem os olhinhos e imaginem o som suave do vento entre as árvores e o cheiro das nozes frescas.

E se quiserem descobrir o que acontece quando o mel e as castanhas finalmente se encontram, a próxima história vai ser de dar água na boca!

Boa noite, pequenos exploradores do mel e das nozes.

Que os vossos sonhos cresçam fortes… como as árvores que nascem do coração generoso.

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