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César, o Esquilo
César, o Esquilo · A Grande Expedição

O Canto das Abelhas Rainhas

Episódio 11 · ~6 min

Olá, pequenos exploradores e exploradoras da floresta!

Sou eu, o César — o Esquilo Explorador, sempre pronto para uma nova missão!

Hoje vou contar-vos o que aconteceu quando seguimos um som misterioso… o Canto das Abelhas Rainhas!

A manhã começou calma, mas algo diferente estava no ar.

Enquanto o Senhor Urso examinava o mapa, a Íris pousou no meu ombro e sussurrou:

César
“— Ouves isso, César?”

Fechei os olhos e… bzzzzz… bzzzzz… ouvi um som suave, harmonioso, como se as abelhas estivessem a cantar uma melodia antiga.

Raul
“— É o Canto das Abelhas Rainhas! — disse o Raul, ajustando os seus óculos. — Uma vibração rara, gravada apenas nas histórias antigas da floresta.”
César
“— E o que quer dizer? — perguntei, curioso.”
César
“— Que por perto deve existir uma colmeia ancestral, lar das abelhas mais velhas e sábias.”

O Frederico olhou em volta, nervoso.

Frederico
“— Velhas e sábias… ou velhas e zangadas?”

Todos rimos.

Frederico
“Mas o Senhor Urso apenas sorriu e disse:”
Senhor Urso
“— Sigam o som com o coração, não com o medo.”

Assim fizemos.

Atravessámos o vale florido e subimos uma pequena encosta, onde o ar cheirava a mel fresco e flores azuis.

No topo, entre as folhas douradas, vimos uma colmeia enorme — parecia feita de âmbar e luz.

As abelhas-luz voavam em círculos, como se tocassem uma sinfonia.

A Íris murmurou:

Íris
“— São tantas… e movem-se todas juntas!”
Íris
“E o Senhor Urso respondeu:”
Senhor Urso
“— É a dança da harmonia. Cada abelha tem o seu papel, e todas trabalham pelo bem comum.”

Fiquei a observar aquele bailado.

Senhor Urso
“— Então é isso que faz delas tão especiais…”
Raul
“— O quê? — perguntou o Raul, curioso.”
Raul
“— Saberem quando é a vez de cada uma. Nenhuma tenta brilhar sozinha.”

Nesse momento, uma abelha maior, com asas douradas e brilho intenso, pousou numa flor à minha frente.

Era a Rainha.

Ela olhou-me com olhos tranquilos e depois voou à volta da minha cabeça, como se me saudasse.

Frederico
“— Acho que ela está a cantar para ti, César! — brincou o Frederico.”
Frederico
“E eu ri-me também.”
Frederico
“Mas, no fundo, senti algo diferente… como se ela dissesse:”

> “Aprende com o ritmo da floresta, pequeno explorador. A liderança vive na harmonia.”

Fechei os olhos e ouvi o zumbido transformar-se numa canção suave.

O vento, o som das asas e o brilho do mel… tudo parecia respirar ao mesmo tempo.

Sabem, meus pequenos aventureiros…

liderar não é mandar — é ouvir, compreender e voar em conjunto.

As abelhas ensinam que o mundo funciona melhor quando cada um faz a sua parte, com respeito e alegria.

Quando abrimos os olhos, o Senhor Urso sorriu e disse:

Senhor Urso
“— Vamos descer, meus amigos. Hoje aprendemos mais do que poderíamos imaginar.”
Senhor Urso
“E assim fizemos, com o coração leve e o som das abelhas a ecoar em cada passo.”

Agora fechem os olhinhos e imaginem o som do vento a misturar-se com o canto das abelhas-luz.

E se quiserem continuar connosco, o Senhor Urso vai contar-vos o segredo escondido no vale das castanhas gigantes!

Boa noite, pequenos exploradores da harmonia.

E lembrem-se: até o menor som pode ensinar grandes lições, se escutarmos com o coração.

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