
A Primeira Colmeia
Olá, meus pequenos exploradores e exploradoras!
Sou eu, o César — o Esquilo Explorador mais curioso do bosque!
Hoje, vou contar-vos o que aconteceu quando encontrámos a primeira colmeia da nossa jornada!
Logo pela manhã, o Senhor Urso mostrou-nos um mapa desenhado com patas grandes e firmes.
Marchámos juntos, entre folhas húmidas e ramos brilhantes.
A Íris voava à frente, como um pequeno raio azul; o Raul analisava o chão, atento a cada pegada; e o Frederico saltava de poça em poça, cantando:
De repente, ouvi um bzzzzzzzz!
Olhei para cima… e lá estava!
Uma colmeia gigante, pendurada num galho alto, dourada como o sol.
As abelhas-luz voavam em volta, com as suas asas cintilantes.
O Senhor Urso parou e falou com calma:
As abelhas não são inimigas. Se as respeitarmos, elas mostram-nos o caminho.
Aproximei-me com cuidado, o coração a bater rápido.
Então tive uma ideia.
Peguei numa pequena flor caída e coloquei-a sobre uma pedra, perto da colmeia.
As abelhas aproximaram-se…
Cheiraram, zumbiram em volta, e depois recolheram o pólen com calma.
Senti o peito encher-se de orgulho.
Não tínhamos recolhido mel ainda, mas já tínhamos descoberto algo precioso: a confiança.
Enquanto o sol se punha, anotámos tudo no caderno do grupo.
Sabem, meus pequenos exploradores…
a coragem não é enfrentar com força — é aproximar-se com respeito.
E cada pequeno gesto gentil abre portas grandes na floresta.
Agora fechem os olhinhos, imaginem o som suave das abelhas-luz a cantar ao pôr do sol…
E se querem saber o que descobrimos a seguir, o Senhor Urso vai ensinar-nos o verdadeiro segredo do néctar das flores azuis!
Boa noite, pequenos aventureiros!
E lembrem-se: o respeito é o caminho para o doce da vida.