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César, o Esquilo
César, o Esquilo · A Grande Expedição

A Primeira Colmeia

Episódio 10 · ~6 min

Olá, meus pequenos exploradores e exploradoras!

Sou eu, o César — o Esquilo Explorador mais curioso do bosque!

Hoje, vou contar-vos o que aconteceu quando encontrámos a primeira colmeia da nossa jornada!

Logo pela manhã, o Senhor Urso mostrou-nos um mapa desenhado com patas grandes e firmes.

Senhor Urso
“— A primeira paragem fica junto à Árvore das Sombras Doces.”
Senhor Urso
“Eu olhei para o mapa e exclamei:”
César
“— Então é lá que as abelhas guardam o mel dourado!”

Marchámos juntos, entre folhas húmidas e ramos brilhantes.

A Íris voava à frente, como um pequeno raio azul; o Raul analisava o chão, atento a cada pegada; e o Frederico saltava de poça em poça, cantando:

Frederico
“— “Quem tem medo das abelhas-luz? Ninguém, ninguém, ninguém!””

De repente, ouvi um bzzzzzzzz!

Olhei para cima… e lá estava!

Uma colmeia gigante, pendurada num galho alto, dourada como o sol.

As abelhas-luz voavam em volta, com as suas asas cintilantes.

Íris
“— Uau… parecem estrelas com asas! — disse a Íris, fascinada.”

O Senhor Urso parou e falou com calma:

Senhor Urso
“— Lembrem-se, pequeninos.”

As abelhas não são inimigas. Se as respeitarmos, elas mostram-nos o caminho.

Aproximei-me com cuidado, o coração a bater rápido.

Senhor Urso
“— Bzz… só quero observar…”
Senhor Urso
“Raul anotava tudo: “Abelhas pequenas, mas muito organizadas. Colmeia estável. Risco mínimo se não formos tolos.””
Frederico
“— Risco mínimo? — perguntou o Frederico, escondendo-se atrás de uma pedra.”
Íris
“— Só se lhes tocares na casa, Frederico! — disse a Íris, divertida.”

Então tive uma ideia.

César
“— Se quisermos aprender sobre o mel, temos de observar sem assustar.”

Peguei numa pequena flor caída e coloquei-a sobre uma pedra, perto da colmeia.

As abelhas aproximaram-se…

Cheiraram, zumbiram em volta, e depois recolheram o pólen com calma.

César
“— Viram? — sussurrei. — Elas confiam quando sentem respeito.”
César
“O Senhor Urso sorriu, satisfeito.”
Senhor Urso
“— Muito bem, jovem explorador.”
Senhor Urso
“— Cada passo que dás com cuidado, ensina-te mais do que mil corridas apressadas.”

Senti o peito encher-se de orgulho.

Não tínhamos recolhido mel ainda, mas já tínhamos descoberto algo precioso: a confiança.

Enquanto o sol se punha, anotámos tudo no caderno do grupo.

Raul
“— Primeira colmeia encontrada. Zero picadas. Cem sorrisos. — escreveu o Raul, com letra redondinha.”
Raul
“Rimo-nos tanto que até o Senhor Urso soltou um rugido de alegria!”

Sabem, meus pequenos exploradores…

a coragem não é enfrentar com força — é aproximar-se com respeito.

E cada pequeno gesto gentil abre portas grandes na floresta.

Agora fechem os olhinhos, imaginem o som suave das abelhas-luz a cantar ao pôr do sol…

E se querem saber o que descobrimos a seguir, o Senhor Urso vai ensinar-nos o verdadeiro segredo do néctar das flores azuis!

Boa noite, pequenos aventureiros!

E lembrem-se: o respeito é o caminho para o doce da vida.

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