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Princesa Aurora
Princesa Aurora · As Fábulas do Reino Áureo

Os Mapas da Cidade e das Pessoas

Episódio 10 · ~7 min

Olá, exploradores do Reino Áureo!

Sou eu, a Aurora — e hoje vamos conhecer a nossa cidade de uma forma diferente!

Sabiam que cada rua, cada casa e até cada pedra guarda uma história?

Era um dia luminoso na capital do Reino Áureo.

As ruas estavam cheias de vendedores, crianças e músicos a tocar flautas.

Eu, Tomás e Inês tínhamos uma tarefa especial: desenhar um novo mapa da cidade para a escola do reino.

Tomás
“Um mapa? Mas… com tantas ruas, vamos demorar uma semana!”
Inês
“Se deixares de comer maçãs em cada esquina, talvez consigamos antes disso.”

Carregávamos cadernos, penas e o Anel do Tempo, que eu trazia no dedo — um presente antigo do castelo.

Começámos pelo mercado central.

O mestre Breno, ferreiro da cidade, levantou o martelo e sorriu:

Aurora
“Princesa! Este lugar era só um campo de ervas há cem anos. O primeiro rei mandou erguer aqui o mercado, para que ninguém tivesse de viajar longe por comida.”

Olhei para o anel e disse baixinho:

Aurora
“Mostra-me o que foi antes...”

De repente, o mundo à minha volta brilhou em tons dourados.

Vi o campo vazio, o primeiro ferreiro a erguer uma tenda, e o riso das pessoas a chegar.

Quando o brilho se desfez, o mercado moderno voltou ao normal.

Aurora
“Uau… o tempo fala connosco se o ouvirmos bem.”

Seguimos para a praça das flores.

Uma senhora idosa, a Dona Cecília, vendia coroas de pétalas.

Aurora
“Esta praça chama-se “Praça dos Encontros”. Sabem porquê? — perguntou ela.”
Tomás
“Porque é aqui que todos se encontram!”
Aurora
“Quase! — riu a senhora. — É porque, há muitos anos, duas famílias rivais fizeram as pazes aqui mesmo, plantando as primeiras flores juntas.”

Olhei para a Inês e sussurrei:

Aurora
“Cada rua é uma lembrança que floresceu.”

À tarde, visitámos a escola de aprendizes.

O mestre Raul ensinava os pequenos a desenhar ferramentas e formas.

Aurora
“Para conhecer o reino, é preciso conhecer as mãos que o constroem — disse ele, orgulhoso.”

Tomás tentou ajudar, mas acabou por encher o nariz de pó de giz.

Inês
“É por isso que não te deixam fazer o mapa sozinho!”

Com o mapa quase pronto, sentámo-nos no topo da colina da cidade.

Olhámos para o desenho: ruas, praças, escolas, ferreiros, hortas e casas.

E eu pensei em voz alta:

Aurora
“O mapa do reino não mostra só lugares… mostra pessoas, memórias e histórias que se ligam umas às outras.”

Nesse momento, o Anel do Tempo brilhou uma última vez.

Mostrou-me rostos do passado, de pessoas que construíram o que hoje é o nosso lar.

Senti o coração leve e cheio de gratidão.

Sabem, pequenos sonhadores, o nosso mundo é feito de memórias partilhadas e de quem cuida dele todos os dias.

Por isso, cada vez que ajudarem alguém, estão a desenhar um novo pedacinho desse mapa.

A cidade é feita de memórias partilhadas e de quem cuida dela.

Boa noite, construtores de sonhos. Que o vosso mapa tenha sempre o caminho da bondade. Até à próxima!

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