
A Ponte das Colinas Azuis
Olá, corações aventureiros do Reino Áureo!
Sou eu, a Aurora — e hoje vamos subir até às Colinas Azuis, um dos lugares mais bonitos e importantes do reino!
As Colinas Azuis erguiam-se no horizonte como gigantes adormecidos.
Do alto do castelo, o sol fazia brilhar as pedrinhas douradas que davam nome ao lugar.
Eu, Tomás e Inês fomos convidados pelo General Miguel, o braço direito do meu pai, para visitar as rotas e conhecer os mineiros e construtores da região.
O Rafa e o Júnior, dois dos soldados mais animados da guarda, acompanhavam-nos.
Depois de uma longa caminhada, chegámos à grande ponte suspensa que ligava as colinas à estrada principal.
Era uma estrutura antiga, construída pelo bisavô do meu pai — o mesmo ferreiro que se tornou rei.
O General Miguel parou diante dela e disse:
Olhei para o outro lado: trabalhadores das colinas transportavam madeira, metais e alimentos para a capital.
Mas percebi que havia uma fila longa e tensa.
O General suspirou.
Fiquei a pensar e depois disse:
Rafa olhou-me surpreso.
Júnior bateu palmas.
O General sorriu orgulhoso.
Passámos o resto do dia a ajudar.
Tomás ajudou a reforçar as cordas da ponte com madeira nova.
Eu usei o Anel do Tempo para ver como ela fora construída.
A imagem mostrou o meu bisavô, suado, feliz, a dizer aos trabalhadores:
> "Nenhuma ponte se ergue com uma só mão.
Fechei o punho e sorri.
Ao fim da tarde, a ponte voltou a funcionar, forte e segura.
Os povos das colinas e da capital aplaudiram juntos, rindo e cantando enquanto o sol se punha.
Sabem, pequenos sonhadores, às vezes pensamos que é preciso escolher um lado… mas o verdadeiro caminho está no meio, onde todos se encontram.
Equilibrar forças diferentes cria caminhos seguros para todos.
Boa noite, construtores de sonhos. Que as vossas pontes nunca se quebrem, mesmo nas tempestades. Até à próxima!