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Princesa Aurora
Princesa Aurora · As Fábulas do Reino Áureo

A Ponte das Colinas Azuis

Episódio 11 · ~7 min

Olá, corações aventureiros do Reino Áureo!

Sou eu, a Aurora — e hoje vamos subir até às Colinas Azuis, um dos lugares mais bonitos e importantes do reino!

As Colinas Azuis erguiam-se no horizonte como gigantes adormecidos.

Do alto do castelo, o sol fazia brilhar as pedrinhas douradas que davam nome ao lugar.

Eu, Tomás e Inês fomos convidados pelo General Miguel, o braço direito do meu pai, para visitar as rotas e conhecer os mineiros e construtores da região.

General Miguel
“Prontos para um treino de verdade, Alteza?”
Aurora
“Sempre pronta, General! Mas… vamos ter de subir tudo aquilo?”
Aurora
“É assim que se aprende a ver o reino de cima.”

O Rafa e o Júnior, dois dos soldados mais animados da guarda, acompanhavam-nos.

Rafa
“Atenção, Princesa, aqui chamamos a isto "subida da coragem"!”
Júnior
“E à descida chamamos "rolamento involuntário"!”

Depois de uma longa caminhada, chegámos à grande ponte suspensa que ligava as colinas à estrada principal.

Era uma estrutura antiga, construída pelo bisavô do meu pai — o mesmo ferreiro que se tornou rei.

O General Miguel parou diante dela e disse:

Aurora
“Esta ponte é mais do que pedra e madeira, Princesa. É o símbolo da união entre os povos do reino.”

Olhei para o outro lado: trabalhadores das colinas transportavam madeira, metais e alimentos para a capital.

Mas percebi que havia uma fila longa e tensa.

Aurora
“O que se passa ali?”
Inês
“As duas equipas discordam sobre quem deve passar primeiro. — explicou Inês, observando.”
Aurora
“Uns dizem que o minério é mais urgente, outros que a comida se estraga.”

O General suspirou.

Aurora
“É assim há semanas. E cada dia a ponte fica mais frágil.”

Fiquei a pensar e depois disse:

Aurora
“E se criarmos um sistema de horários? Manhã para transporte pesado, tarde para alimentos. Assim ninguém precisa parar o trabalho.”

Rafa olhou-me surpreso.

Rafa
“Isso… isso até faz sentido!”

Júnior bateu palmas.

Júnior
“E ainda sobra tempo para a pausa do almoço!”

O General sorriu orgulhoso.

Aurora
“Muito bem pensado, Princesa. Um bom líder não escolhe lados — cria equilíbrio.”

Passámos o resto do dia a ajudar.

Tomás ajudou a reforçar as cordas da ponte com madeira nova.

Eu usei o Anel do Tempo para ver como ela fora construída.

A imagem mostrou o meu bisavô, suado, feliz, a dizer aos trabalhadores:

> "Nenhuma ponte se ergue com uma só mão.

Fechei o punho e sorri.

Aurora
“Então, vamos continuar a construir com todas as mãos.”

Ao fim da tarde, a ponte voltou a funcionar, forte e segura.

Os povos das colinas e da capital aplaudiram juntos, rindo e cantando enquanto o sol se punha.

Sabem, pequenos sonhadores, às vezes pensamos que é preciso escolher um lado… mas o verdadeiro caminho está no meio, onde todos se encontram.

Equilibrar forças diferentes cria caminhos seguros para todos.

Boa noite, construtores de sonhos. Que as vossas pontes nunca se quebrem, mesmo nas tempestades. Até à próxima!

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