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Princesa Aurora
Princesa Aurora · As Fábulas do Reino Áureo

A Guarda Real e o Juramento

Episódio 14 · ~7 min

Olá, pequenos guardiões do Reino Áureo!

Sou eu, a Aurora — e hoje vamos descobrir o que significa verdadeiramente proteger o que amamos.

O sol nascia sobre o pátio do castelo, e o General Miguel já estava de pé, com a armadura reluzente e o olhar sério.

Aurora
“Bom dia, Alteza. Hoje vai conhecer a Guarda Real e o seu juramento.”
Aurora
“Mas… eu pensei que íamos só observar!”
Miguel
“Observar é bom. Aprender fazendo é melhor.”

Atrás dele estavam Rafa, Júnior e mais cinco soldados da guarda.

Todos batiam continência com orgulho.

Rafa
“Sejam bem-vindos ao treino da coragem! — gritou Rafa, divertido.”
Júnior
“E da paciência, porque o Rafa ainda não aprendeu a segurar uma lança sem tropeçar! — brincou Júnior.”

O General Miguel conduziu-nos até ao campo de treino.

Havia alvos, escudos, espadas de madeira e estandartes dourados com o símbolo do reino.

Aurora
“Cada guarda jura três coisas — explicou o General. — Proteger os inocentes, obedecer com honra e lutar com bondade.”

Eu olhei para os soldados e perguntei:

Aurora
“Lutar com bondade? Isso não é um pouco… contraditório?”

O General sorriu.

Aurora
“Não, Princesa. A verdadeira força não vem da raiva. Vem do coração calmo que sabe quando parar.”

Começou o treino.

Rafa ensinou-me a postura de defesa:

Aurora
“Pés firmes, mas leves. A força vem de baixo!”

Eu tentei… e caí logo para trás.

Júnior
“Força sim, mas não tanta, Alteza! — gritou Júnior, rindo.”

Depois, aprendemos a proteger sem ferir.

O General Miguel colocou-me frente a frente com o Tomás, que ajudava como aprendiz de jardineiro e escudeiro.

Aurora
“Pronta? — perguntou ele, sorridente.”
Aurora
“Nunca menos do que pronta! — respondi.”

A madeira das espadas bateu com um som seco.

Tomás atacou levemente, eu desviei e… sem querer, tropecei outra vez.

Aurora
“Pelo menos, és boa a fazer o chão rir! — disse ele.”

Mas no fim do treino, quando todos estavam a rir, o General aproximou-se e ergueu a espada.

Aurora
“Silêncio. É hora do juramento.”

Os soldados alinharam-se, sérios, e colocaram a mão sobre o peito.

O General começou:

Aurora
“Juramos proteger o Reino Áureo…”
Aurora
“…com coragem e compaixão. — responderam todos.”
Aurora
“Juramos servir o bem, mesmo quando é difícil.”
Aurora
“…e nunca virar as costas à esperança.”

Olhei em volta, emocionada.

Sem pensar, juntei-me ao juramento, colocando a mão no coração.

Aurora
“Eu também juro… proteger o meu povo, não com armas, mas com amor e escuta.”

O General Miguel assentiu com respeito.

Aurora
“Uma promessa dessas vale mais do que qualquer espada.”

À noite, já no salão do castelo, contei tudo à Rainha Olivia.

Ela sorriu e disse:

Aurora
“A guarda defende com escudos. Tu, minha filha, aprenderás a defender com palavras e gestos.”
Aurora
“Então, também faço parte da guarda?”
Aurora
“Sempre fizeste. — respondeu ela, tocando-me o rosto.”

Sabem, pequenos guardiões, ser forte não é lutar — é proteger sem magoar.

Força sem bondade é medo; força com bondade é abrigo.

Boa noite, jovens cavaleiros do Reino Áureo. Que os vossos sonhos sejam escudos de luz e coragem. Até à próxima!

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