← Voltar
18
César, o Esquilo
César, o Esquilo · A Grande Expedição

Onde Está o Fim do Arco-Íris?

Episódio 21 · ~6 min

Olá, pequenos exploradores e exploradoras!

Sou eu, o César, e hoje… vamos fazer algo muito importante!

👉 Vamos encontrar o fim do arco-íris!

Depois de descobrirmos que o arco-íris é como um círculo…

ficou uma pergunta no ar.

Raul
“— Onde é que ele termina? — perguntou o Raul.”

Eu bati as patinhas no chão.

César
“— Então vamos lá descobrir!”

E lá fomos nós!

Seguimos na direção onde o arco-íris parecia tocar o chão.

Corríamos… saltávamos… atravessávamos troncos…

César
“— Está mesmo ali! — dizia eu, apontando.”

Mas quanto mais avançávamos…

mais ele parecia afastar-se.

César
“— Espera… — disse eu, parando de repente.”
César
“— Ele estava aqui há pouco!”

A Íris voou à frente.

Íris
“— Eu também não consigo chegar…”

O Frederico saltou de pedra em pedra.

Frederico
“— Talvez esteja do outro lado!”

Mudámos de direção.

Corremos outra vez.

E outra vez… o mesmo aconteceu.

O arco-íris continuava lá…

mas nunca no mesmo lugar.

O Raul ficou parado, a observar.

Raul
“— Isto não faz sentido… — disse ele.”

Fui até ao lado dele.

Raul
“— O que estás a pensar?”

Ele olhou para mim e disse:

Raul
“— E se o arco-íris não tiver um fim?”

Fiquei em silêncio.

César
“— Como assim… não tem fim?”

O Raul apontou para o chão.

Raul
“— Quando nos movemos… ele muda de posição.”
Raul
“— Isso quer dizer que ele não está num lugar fixo.”

A Íris desceu lentamente.

Íris
“— Então… cada um vê o seu próprio arco-íris?”

O Frederico arregalou os olhos.

Frederico
“— Como um reflexo!”

Olhei para o céu…

depois para o chão…

e depois para os meus amigos.

César
“— Então… — disse eu lentamente —”
César
“— o arco-íris não é um objeto…”
César
“— é algo que aparece… dependendo de como olhamos?”

O Raul sorriu.

Raul
“— Exatamente.”

Fiquei completamente impressionado.

César
“— Então nunca vamos conseguir chegar ao fim…”
Íris
“— Não… — disse a Íris —”
Íris
“— mas podemos sempre admirá-lo.”

Sentámo-nos todos na relva.

A olhar para o arco-íris… sem correr atrás dele desta vez.

Sabem, pequenos exploradores…

nem tudo no mundo pode ser agarrado ou alcançado.

Algumas coisas existem apenas para serem vistas…

sentidas…

e apreciadas.

O arco-íris não foge de nós…

ele apenas muda com o nosso olhar.

Respirei fundo e sorri.

César
“— Isto é… incrível.”

O Raul abriu o caderno mais uma vez.

Raul
“— Mas ainda há uma coisa que não entendemos…”
César
“— O quê? — perguntei.”

Ele olhou para mim com um pequeno sorriso.

César
“— E o pote de ouro?”

Olhei para ele…

e senti que a aventura ainda tinha uma surpresa guardada.

César
“— Então… amanhã… vamos descobrir se a lenda é verdadeira!”

Agora fechem os olhinhos…

imaginem um arco-íris no céu…

e deixem-no estar… sem tentar agarrá-lo.

Boa noite, pequenos exploradores.

Amanhã… seguimos o brilho do ouro.

Menu