
A Tempestade das Pétalas Perdidas
Depois de o pequeno César e a sua equipa voltarem da colmeia encantada, o ar da floresta mudou. O vento deixou de cheirar a mel… e passou a cheirar a chuva.
Reunimo-nos debaixo das árvores antigas e cada um recebeu uma tarefa. O César e o Raul usaram folhas grandes para criar barreiras à volta das flores. A Íris voava alto, avisando quando o vento mudava. E eu fiquei entre eles e a tempestade, firme como um tronco velho.
O vento uivava entre os galhos. As pétalas voavam pelo ar como pequenos pedaços de arco-íris. Um raio iluminou o céu e uma rajada arrancou as barreiras.
Com ramos, folhas e pedras reforçámos as barreiras. A Íris trouxe as pétalas perdidas e pousou-as suavemente no chão, uma por uma.
Quando o vento cessou, as flores estavam desfolhadas, sim… mas não destruídas. O mel das abelhas-luz ainda brilhava no ar em fios dourados.