
O Mercado das Três Máscaras
Olá, curiosos do Reino Áureo!
Sou eu, a Aurora — e hoje o dia promete ser… muito interessante.
Vamos ao mercado ver o que há de novo, mas cuidado: nem tudo o que brilha é ouro.
O mercado central estava mais animado do que nunca.
Vendedores gritavam as suas ofertas: frutas, brinquedos, tecidos, poções de ervas.
Eu, Tomás e Inês caminhávamos entre as bancas, curiosos.
No fim da rua principal, uma nova banca chamava atenção.
Tinha cortinas pretas e uma placa dourada que dizia:
Miro, o Mercador dos Mil Mistérios — soluções rápidas para todos os males!
O Miro apareceu de capa azul e máscara dourada, teatral e sorridente.
A multidão aplaudiu.
Uma senhora perguntou:
Ele colocou a máscara num rapaz tímido, que imediatamente gritou:
O povo riu às gargalhadas.
Mas eu não me ri. Observei em silêncio.
A Pena do Sábio, presa ao meu cinto, começou a brilhar levemente.
Um sinal claro de que havia algo para aprender… ou desconfiar.
Aproximei-me da banca.
O público murmurou.
Peguei na máscara e olhei-a bem.
Usei o Anel do Tempo.
De repente, vi o passado da peça: Miro a pintá-la às pressas, colando-lhe uma pena falsa e a dizer: "Com sorte, ninguém percebe o truque.
O brilho cessou.
Olhei para ele e sorri.
O público murmurou novamente.
Miro hesitou, levantando as mãos.
Foi então que Inês falou:
Tomás completou:
Miro suspirou, tirando o chapéu com elegância.
Ele fez uma vénia e desapareceu entre as sombras da feira, deixando para trás as máscaras e o eco das suas palavras.
À noite, quando o mercado ficou vazio, Miro reapareceu, sentado num banco de pedra.
A lua iluminava-lhe o rosto semicoberto.
De repente, três figuras aproximaram-se entre as sombras.
As Fúrias — vestes negras, olhos brilhantes como vidro.
A mais velha falou com voz suave e perigosa:
A segunda sorriu.
A terceira apenas murmurou:
Miro olhou para elas, curioso, e um sorriso lento formou-se sob a máscara.
A lua ficou encoberta, e as quatro silhuetas desapareceram na escuridão.
Sabem, pequenos curiosos, às vezes o perigo não vem com gritos — vem com sorrisos e promessas bonitas.
Nem tudo o que reluz é verdade.
Por isso, aprendam a olhar com o coração e com a razão.
E lembrem-se: promessas fáceis cobram preços altos.
E fiquem atentos, porque há sombras a mover-se no Reino Áureo…
Boa noite, jovens guardiões. Que as vossas escolhas sejam sempre guiadas pela luz. Até à próxima!