
Feira dos Ofícios e dos Sonhos
Olá, sonhadores e construtores do Reino Áureo!
Sou eu, a Aurora — e hoje o dia vai ser cheio de cores, sons e ideias!
Vamos conhecer os talentos do nosso povo e descobrir que todos, mesmo os mais pequenos, têm algo especial para oferecer.
Era o Dia da Feira dos Ofícios, um festival criado para mostrar o talento e a criatividade do povo do Reino Áureo.
Nas praças da capital, as bancas estendiam-se por todo o lado — havia escultores, pintores, ferreiros, padeiros e até inventores com máquinas que faziam cócegas em quem passava.
O Rei Mário explicou-me:
Com o Tomás e a Inês, decidi visitar cada área da feira.
Na zona dos artesãos, um velho ferreiro mostrava ferramentas forjadas com o mesmo metal que o meu bisavô usara para construir a Ponte das Colinas.
Toquei no martelo que ele usava e o Anel do Tempo brilhou levemente.
Vi uma lembrança antiga: o bisavô a trabalhar, suado, sorridente, a ensinar um rapaz a moldar ferro com paciência.
O brilho desapareceu e eu murmurei:
Seguimos para a banca das costureiras, onde Inês não resistiu a experimentar um chapéu enorme cheio de penas.
Mais à frente, Tomás parou na banca dos jardineiros.
No meio da feira, havia um pequeno palco onde os jovens aprendizes mostravam invenções.
Uma menina apresentou uma roda de madeira que girava com o vento para acender lanternas noturnas.
Um rapaz criou uma caixinha que tocava músicas diferentes consoante o humor de quem a segurava.
Olhei à volta, maravilhada.
O Reino Áureo parecia brilhar com as ideias do seu povo.
Mas nem tudo corria bem.
Uma das tendas começou a desabar por causa do vento forte.
O General Miguel e alguns guardas correram para ajudar, mas eu vi algo curioso:
as pessoas começaram a unir-se espontaneamente — ferreiros seguravam as cordas, costureiras remendavam a lona, jardineiros usavam raízes para prender o chão.
Em poucos minutos, a tenda estava firme novamente.
Eu subi ao palco e disse:
O Rei Mário levantou-se entre a multidão e declarou:
O povo aplaudiu e as flautas começaram a tocar uma melodia alegre.
Inês olhou para mim e disse:
Sabem, pequenos sonhadores, o trabalho de cada pessoa é como uma faísca: sozinho brilha, mas juntos iluminam o mundo inteiro.
Toda profissão tem dignidade; toda história merece respeito.
Boa noite, construtores do amanhã. Que os vossos sonhos sejam pontes de luz e de coragem. Até à próxima!