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Princesa Aurora
Princesa Aurora · As Fábulas do Reino Áureo

A Despedida e o Novo Amanhecer

Episódio 20 · ~7 min

Olá, sonhadores do Reino Áureo.

Sou eu, a Aurora — e hoje a história é muito especial.

Cada jornada começa com uma despedida, mas também com uma promessa.

O castelo do Reino Áureo acordou com um brilho diferente naquele dia.

As bandeiras douradas tremulavam ao vento, os pássaros cantavam, e o povo reunia-se na praça principal.

O Rei Mário convocara todos para a cerimónia da Partida Real de Treinamento — o momento em que uma princesa dá o primeiro passo para compreender o mundo além das muralhas.

Eu estava no salão, diante de um espelho.

Vestia uma túnica de viagem azul e branca, com o Anel do Tempo na mão e a Pena do Sábio presa ao cinto.

O novo Fragmento do Espelho Original brilhava dentro da bolsa.

A Rainha Olivia ajudava-me a ajeitar a capa.

Aurora
“Lembra-te, Aurora, um coração sábio é aquele que sabe quando ouvir, quando falar e quando esperar.”
Aurora
“E quando abraçar — acrescentei, sorrindo, e abracei-a.”

O Rei Mário aproximou-se, imponente e afetuoso.

Aurora
“És o nosso orgulho, filha. Mas o que te fará grande não será o título, será o que fizeres com ele.”
Aurora
“Prometo honrar o reino e tudo o que aprendi convosco.”

Tomás entrou a correr, tropeçando nas escadas.

Aurora
“Pronta para a maior aventura de todas?”
Aurora
“Pronta… e nervosa. — respondi.”
Tomás
“Eu estou nervoso por ti, por mim e pelas abelhas que deixámos no jardim!”

Inês chegou com um saco enorme.

Aurora
“Trouxe o essencial: mapas, papel, pão, e… uma frigideira.”
Aurora
“Uma frigideira?”
Inês
“Nunca se sabe quando é preciso defender o grupo ou fazer panquecas.”

Na praça, o povo aplaudia quando descemos as escadas do castelo.

O General Miguel, acompanhado de Rafa e Júnior, fez continência.

Aurora
“Alteza, a guarda estará sempre pronta a proteger-vos.”
Aurora
“Obrigada, General. — respondi. — Sei que posso contar convosco… mesmo à distância.”

O Rei olhou discretamente para o lado, onde um homem de manto cinzento esperava nas sombras.

Aurora
“Sir Lian, — disse em voz baixa — vigia-os sem ser visto.”
Aurora
“Sim, Majestade. — respondeu o homem, com um aceno.”

Ele seria o guardião secreto da nossa jornada — um protetor silencioso, invisível aos olhos da princesa.

Na ponte que separava a capital do Bosque Escondido e das Colinas Azuis, parámos para olhar o horizonte.

Inês
“Então… é mesmo agora. — disse Inês.”
Aurora
“É agora. — confirmei.”

Tomás levantou a espada de treino.

Aurora
“Juro proteger-vos, mesmo que tenha de lutar contra dez dragões!”
Inês
“Ou dez marmitas de sopa fria. — respondeu Inês, rindo.”

Dei um passo à frente, olhando o caminho que se abria diante de nós — trilhos de pedra, montes distantes, e o brilho do sol a nascer.

Aurora
“O Sábio disse que cada reino é um espelho do nosso. Vamos aprender, crescer e voltar ainda melhores.”
Tomás
“E talvez encontrar doces novos pelo caminho! — gritou Tomás.”
Inês
“Ou inspirações para um novo livro! — completou Inês.”

Enquanto caminhávamos, olhei para trás e vi o castelo ao longe.

A Rainha Olivia acenava, o Rei Mário erguia o punho em sinal de coragem.

O vento trouxe o som das suas vozes misturadas:

A verdadeira realeza vive em quem espalha bondade.

Fechei os olhos e sussurrei para mim mesma:

Aurora
“Prometo voltar mais sábia… e com histórias que façam o Reino Áureo orgulhar-se.”

A luz do amanhecer envolveu-nos, e seguimos pelo caminho.

Sabem, pequenos viajantes, crescer não é deixar o lar — é levar o lar dentro de nós.

Cada passo dado com coragem faz-nos ver o mundo com novos olhos.

E o amor… o amor é o fio que liga todos os reinos.

A próxima jornada já começou!

Boa noite, aventureiros do coração. Que os vossos caminhos sejam longos e cheios de luz. Até à próxima!

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