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Fada Luma
Fada Luma · As Lições Encantadas do Bosque Dourado

O Segredo das Luzes do Lago

Episódio 2 · ~6 min

Olá, meus pequenos e pequenas do bosque encantado!

Sou eu, a Luma, a vossa fada de histórias. Hoje trago-vos uma aventura sobre a amizade e aquele momento especial em que descobrimos que… nunca estamos verdadeiramente sozinhos.

Preparados para entrar na magia? Vamos lá então…

Era uma vez, numa clareira perfumada, a borboleta Iris e a joaninha Violeta.

As duas eram inseparáveis, mas um dia, Iris acordou com o coração apertado.

O céu estava cinzento, o vento uivava entre as árvores, e parecia que todo o bosque tinha desaparecido nas sombras.

Violeta procurou Iris em todo o lado, até que a encontrou à beira do grande lago, com as asas molhadas de orvalho.

Íris
“Iris, o que se passa? — perguntou Violeta, aproximando-se devagarinho.”
Íris
“Sinto-me tão sozinha hoje… — respondeu Iris, com um fio de voz, olhando para a água. — E tu? Nunca te sentes assim?”

Violeta pousou a patinha na asa da amiga. — Às vezes sinto, sim… Mas descobri um segredo. Quando me sinto sozinha, procuro a luz das outras criaturas do bosque.

Nesse momento, uma rã saltou para junto delas, coaxando alegremente.

Rã
“Olá! Precisas de companhia? — perguntou a rã, sorrindo.”

Logo apareceu um vaga-lume, piscando luzinha verde:

Vaga-lume
“Se quiserem, posso iluminar o vosso caminho até casa!”

As duas amigas riram-se, agradecidas, e seguiram pela margem do lago acompanhadas pelos novos amigos.

A rã cantou canções de coragem, o vaga-lume acendeu o caminho, e até uma libélula dançou à volta delas, pintando desenhos de luz sobre a água.

Chegadas à clareira, Iris sentiu o peito leve:

Íris
“Afinal, nunca estamos sozinhos… O bosque está cheio de amigos prontos a ajudar, mesmo quando não esperamos!”

Violeta sorriu, e o vaga-lume fez uma última pirueta de luz antes de desaparecer entre as árvores.

Nessa noite, deitadas em pétalas macias, Iris e Violeta olharam para as estrelas e prometeram:

Íris
“Sempre que sentirmos saudades ou solidão, vamos lembrar a canção da rã e a luz do vaga-lume.”

Porque a magia da amizade está em cada canto do bosque — basta procurar.

Sabem, pequenos sonhadores, mesmo nos dias mais cinzentos, há sempre alguém à nossa volta pronto a ajudar, a ouvir e a iluminar o caminho.

Nunca tenham medo de pedir companhia, ou de oferecer a vossa luz a quem precisa.

Agora, fechem os olhinhos, imaginem o lago, as luzes dançantes e sintam-se rodeados de amigos, mesmo no silêncio da noite.

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