
O Relógio que Andava Devagar
Olá, pequenos e pequenas sonhadores…
Sou eu, a Luma… e hoje vou contar-vos uma história sobre tempo… mas não aquele que corre… e sim aquele que ensina.
Preparados para conhecer algo muito curioso… um relógio que não tinha pressa?
Então… venham comigo…
No Bosque Dourado, escondido entre raízes antigas e pedras cobertas de musgo, havia um velho relógio.
Não estava numa parede… nem numa torre…
Estava ali… no chão… como se sempre tivesse feito parte do bosque.
Mas havia algo estranho nele.
Ele andava… muito devagar.
Tic…
Tac…
Os animais passavam e comentavam:
Todos tinham pressa…
menos o relógio.
Certo dia, um pequeno esquilo chamado Teo parou diante dele.
O relógio fez um som suave.
Tic…
Tac…
Teo franziu a testa.
Nesse momento, uma luz dourada apareceu.
Luma surgiu, pousando ao lado deles.
Teo ficou confuso.
Luma sorriu.
O relógio fez outro som.
Tic…
Tac…
E, de repente… tudo à volta pareceu abrandar.
As folhas caíam mais devagar…
o vento passava suavemente…
até o bater do coração de Teo ficou calmo.
Teo olhou à sua volta…
e viu coisas que nunca tinha reparado.
Uma gota de orvalho brilhava como um diamante.
Uma formiga ajudava outra a carregar uma folha.
Uma flor abria lentamente… como um sorriso.
— Isto… é bonito… — murmurou Teo.
O relógio respondeu:
Teo ficou em silêncio.
Luma aproximou-se.
O tempo voltou ao normal…
o vento acelerou…
os sons regressaram.
Mas algo tinha mudado dentro de Teo.
Naquele dia, ele não correu tanto.
Observou mais…
sentiu mais…
viveu mais.
E sempre que passava pelo relógio… sorria.
Tic…
Tac…
Sabem, pequeninos…
Nem tudo na vida precisa ser rápido.
Há momentos que precisam de calma…
de atenção…
de coração.
Crescer não é correr mais depressa…
é aprender a viver melhor cada instante.
Fechem os olhinhos…
respirem devagar…
e deixem o tempo… passar com calma…
Boa noite, pequenos viajantes do tempo…
E lembrem-se…
quem abranda… vive mais profundamente.