
O Dia em que o Vento Perdeu o Sopro
Olá, pequenos e pequenas sonhadores!
Sou eu, a Luma, e hoje trago-vos uma história sobre cuidar dos outros e perceber quando até os mais fortes precisam de um pouco de ajuda.
Preparados para descobrir o que acontece quando o vento… perde o seu sopro?
Então, vamos lá!
Era uma manhã diferente no Bosque Dourado.
As flores estavam imóveis, as folhas não dançavam, e nem uma nuvem se movia no céu.
Matilde, a esquilinha curiosa, olhou à volta e franziu o nariz:
Leo, o seu irmão, tentou atirar uma folha ao ar — mas ela caiu sem rodopiar.
Violeta, a joaninha, voou baixinho e suspirou:
Foi então que uma brisa fraca sussurrou entre as árvores:
Luma apareceu, pousando num raio de luz dourada.
Que aconteceu contigo?
O vento respondeu com voz cansada:
Matilde aproximou-se e tocou numa folha parada.
Leo levantou-se e disse decidido:
Todos os animais do bosque ajudaram:
A rã cantou para animar, o vaga-lume acendeu luzinhas, e a formiga Tita trouxe uma flor para perfumar o ar.
Violeta subiu a uma pétala e começou a soprar, bem de mansinho.
Pouco a pouco, o vento começou a rir-se baixinho — um som leve, como um assobio tímido.
Depois, soprou devagar… mexendo as folhas, levantando pétalas, e enchendo o bosque de vida outra vez.
E tudo graças a vocês, meus amigos. Agora percebo que o sopro também precisa de carinho!
Luma abriu os braços e deixou o pó de fada brilhar ao redor.
O vento dançou pelo céu, formando pequenas nuvens em forma de corações.
Matilde, Leo e Violeta sorriram, sentindo o ar fresco acariciar-lhes o rosto.
Sabem, pequeninos, todos — até o vento — precisam de atenção, descanso e um “obrigado” sincero.
Quando cuidamos de alguém, estamos também a cuidar da nossa própria força.
Fechem os olhinhos, sintam o vento suave no vosso rosto, e sonhem com o bosque a dançar outra vez.
Boa noite, pequenos ventinhos do bosque. Que a empatia vos acompanhe sempre. Até à próxima!