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Fada Luma
Fada Luma · As Lições Encantadas do Bosque Dourado

O Dia em que o Vento Perdeu o Sopro

Episódio 9 · ~6 min

Olá, pequenos e pequenas sonhadores!

Sou eu, a Luma, e hoje trago-vos uma história sobre cuidar dos outros e perceber quando até os mais fortes precisam de um pouco de ajuda.

Preparados para descobrir o que acontece quando o vento… perde o seu sopro?

Então, vamos lá!

Era uma manhã diferente no Bosque Dourado.

As flores estavam imóveis, as folhas não dançavam, e nem uma nuvem se movia no céu.

Matilde, a esquilinha curiosa, olhou à volta e franziu o nariz:

Matilde
“Que silêncio estranho… nem o vento quer brincar hoje?”

Leo, o seu irmão, tentou atirar uma folha ao ar — mas ela caiu sem rodopiar.

Leo
“Oh-oh… acho que o vento está cansado!”

Violeta, a joaninha, voou baixinho e suspirou:

Violeta
“Sem o vento, o bosque parece adormecido. Até as flores têm saudades do seu sopro!”

Foi então que uma brisa fraca sussurrou entre as árvores:

Vento
“Desculpem… hoje não consigo soprar.”

Luma apareceu, pousando num raio de luz dourada.

Luma
“Olá, vento querido! — disse ela, sorrindo.”

Que aconteceu contigo?

O vento respondeu com voz cansada:

Vento
“Sopro, sopro, e ninguém repara. As folhas dançam, as pipas voam… mas ninguém diz “obrigado”.”

Matilde aproximou-se e tocou numa folha parada.

Matilde
“Às vezes, até quem parece forte precisa ouvir que faz diferença.”

Leo levantou-se e disse decidido:

Leo
“Então, hoje somos nós que vamos cuidar do vento!”

Todos os animais do bosque ajudaram:

A rã cantou para animar, o vaga-lume acendeu luzinhas, e a formiga Tita trouxe uma flor para perfumar o ar.

Violeta subiu a uma pétala e começou a soprar, bem de mansinho.

Violeta
“Assim… para te lembrar como é bom sentir o ar a mexer.”

Pouco a pouco, o vento começou a rir-se baixinho — um som leve, como um assobio tímido.

Depois, soprou devagar… mexendo as folhas, levantando pétalas, e enchendo o bosque de vida outra vez.

Vento
“Estou de volta! — disse ele, alegre, rodopiando entre as flores.”

E tudo graças a vocês, meus amigos. Agora percebo que o sopro também precisa de carinho!

Luma abriu os braços e deixou o pó de fada brilhar ao redor.

Luma
“Vês, vento? Quando cuidamos uns dos outros, a força volta a soprar dentro de todos nós.”

O vento dançou pelo céu, formando pequenas nuvens em forma de corações.

Matilde, Leo e Violeta sorriram, sentindo o ar fresco acariciar-lhes o rosto.

Sabem, pequeninos, todos — até o vento — precisam de atenção, descanso e um “obrigado” sincero.

Quando cuidamos de alguém, estamos também a cuidar da nossa própria força.

Fechem os olhinhos, sintam o vento suave no vosso rosto, e sonhem com o bosque a dançar outra vez.

Boa noite, pequenos ventinhos do bosque. Que a empatia vos acompanhe sempre. Até à próxima!

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