← Voltar
18
Fada Luma
Fada Luma · As Lições Encantadas do Bosque Dourado

Clara e a Noite sem Estrelas

Episódio 16 · ~6 min

Olá, pequenos e pequenas sonhadores!

Sou eu, a Luma, e hoje levo-vos até ao Reino das Sete Colinas, onde a Princesa Clara vai viver uma noite muito especial… uma noite em que o céu se esqueceu de brilhar.

Preparados para descobrir o que aconteceu quando o céu ficou escuro?

Então, venham comigo…

Era uma noite diferente no reino.

O vento estava parado, as janelas fechadas e o céu… completamente negro.

Nenhuma estrela piscava, nem mesmo a lua aparecia.

Clara olhou pela janela e suspirou.

Clara
“— Que estranho… as estrelas nunca faltam. Será que adormeceram?”

Correu até à torre do castelo para ver melhor, mas o céu continuava escuro e vazio.

No caminho, encontrou o velho astrónomo do reino, Mestre Lúcio, que abanava a cabeça.

Mestre Lúcio
“— Nunca vi coisa assim, minha princesa… parece que o firmamento se apagou de tristeza.”
Mestre Lúcio
“— Tristeza? — perguntou Clara, surpresa.”
Mestre Lúcio
“— Sim. Talvez as estrelas sintam que ninguém as admira mais… todos vivem apressados e esquecem-se de olhar para cima.”

Clara ficou a pensar nisso e sentiu o coração apertar.

Clara
“— Então, se é de tristeza, vamos lembrar-lhes o quanto são importantes!”

A princesa desceu correndo as escadas, pegou num cesto de velas e distribuiu-as pelo castelo.

Clara
“— Vamos acender luzes, uma por cada estrela que esquecemos de agradecer! — anunciou ela.”

Os servos, os guardas e até as crianças da aldeia juntaram-se a ela.

De vela em vela, o reino iluminou-se.

Nas varandas, nas praças e nas colinas, pequenas luzes tremeluziram como um céu na Terra.

Do alto do castelo, Clara olhou o horizonte e sorriu.

Clara
“— Estrelas queridas — disse ela, olhando para o céu —, esta luz é para vocês. Obrigada por iluminarem as nossas noites, mesmo quando não olhamos.”

Nesse instante, uma brisa suave soprou.

Uma pequena faísca surgiu no escuro… depois outra… e outra.

Até que o céu inteiro se acendeu, reluzente, cintilante e cheio de vida!

As estrelas começaram a brilhar com mais força, como se respondessem ao gesto da princesa.

Luma apareceu, radiante, com um sorriso luminoso.

Luma
“— Bravo, Clara! — disse ela. — As estrelas não precisam de ser lembradas para brilhar, mas precisam de sentir-se amadas para sorrir.”

Clara riu, com lágrimas de alegria.

Clara
“— Então a gratidão é como um espelho de luz — devolve brilho a quem nos ilumina!”
Luma
“— Exatamente! — respondeu Luma, espalhando pó de fada dourado pelo ar. — E quando o coração agradece, até as noites escuras voltam a ter estrelas.”

O céu cintilou em cores suaves, e as constelações desenharam flores no firmamento.

Toda a aldeia olhou para cima, maravilhada.

Nessa noite, Clara adormeceu junto à janela, com o quarto banhado por luz.

E, lá fora, as estrelas piscavam como se dissessem: obrigada, princesa!

Sabem, pequeninos, a gratidão é a luz que nunca se apaga — basta lembrar de agradecer pelas coisas simples: o sorriso de um amigo, um abraço, o dia bonito lá fora.

Quando dizemos “obrigado”, o universo inteiro brilha um bocadinho mais.

Fechem os olhinhos, imaginem o vosso céu cheio de estrelinhas, e deixem o vosso coração acender uma luz de gratidão.

Boa noite, pequenos corações luminosos. Que os vossos sonhos brilhem com gratidão e ternura.

Menu