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Fada Luma
Fada Luma · As Lições Encantadas do Bosque Dourado

As Botas Saltitantes de Matilde

Episódio 14 · ~6 min

Olá, pequenos e pequenas sonhadores!

Sou eu, a Luma, e hoje trago-vos uma história divertida sobre responsabilidade e como usar o que temos com carinho e cuidado.

Preparados para descobrir o que aconteceu quando a Matilde ganhou umas botas saltitantes?

Então, venham comigo!

Era uma manhã luminosa no Bosque Dourado.

Matilde encontrara algo estranho junto ao tronco do velho carvalho — um par de botas vermelhas com fitas douradas.

Matilde
“— Que lindas! — exclamou ela, encantada. — Devem ser botas mágicas!”

Leo, curioso, inclinou-se para espreitar.

Leo
“— Cuidado, mana… e se tiverem feitiço?”

Mas Matilde já as calçava.

Assim que apertou as fitas, as botas começaram a brilhar e boing! — ela saltou tão alto que quase tocou nas nuvens!

Leo
“— Uau! — gritou Leo, rindo. — És a esquilinha mais saltitante do bosque!”

Matilde riu-se, mas logo ficou empolgada demais.

Começou a saltar por todo o lado — sobre os ninhos, as flores, até sobre o lago!

Cada salto fazia ondas e pétalas voarem.

Violeta
“— Cuidado, Matilde! — gritou Violeta, escondendo-se atrás de uma folha.”

Mas Matilde não conseguia parar.

Matilde
“— Isto é tão divertido!”

Até que… crack! — um dos seus saltos partiu um galho onde dormia o vaga-lume.

A luz dele apagou-se, e o bosque ficou em silêncio.

Matilde caiu de joelhos, assustada.

Matilde
“— Oh não… não quis magoar ninguém…”

Luma apareceu, pousando suavemente num raio de sol.

Luma
“— As botas são mágicas, sim. Mas só funcionam bem quando quem as usa sabe parar antes de ferir alguém.”

Matilde olhou para as botas, envergonhada.

Matilde
“— Acho que deixei a diversão ficar maior do que o meu cuidado.”

Luma sorriu, pousando-lhe a mão no ombro.

Luma
“— Todos nós temos dons especiais, pequenina. A magia não está nas botas, mas em saber usá-las com o coração.”

Com um toque de pó de fada, as botas brilharam e diminuíram de tamanho até se tornarem pequenas pantufas.

Matilde deu um salto leve e aterrou de mansinho, sem fazer barulho.

Matilde
“— Prometo usar os meus dons para ajudar — e não só para brincar.”

O vaga-lume acendeu-se outra vez e piscou alegremente.

Vaga-lume
“— Está tudo bem, Matilde! O teu salto foi só um susto.”

Todos riram, e o bosque voltou a encher-se de luz e alegria.

Nessa noite, Matilde colocou as botinhas ao lado da cama e murmurou:

Matilde
“— Amanhã vou saltar… mas devagar.”

Sabem, pequeninos, às vezes queremos tanto mostrar o que conseguimos fazer que esquecemos de cuidar à nossa volta.

Usar os nossos talentos com bondade é o maior salto que podemos dar.

Fechem os olhinhos, imaginem-se a saltar devagarinho por entre flores, com o vento a rir ao vosso lado.

Boa noite, pequenos saltitantes do bosque. Que os vossos sonhos sejam leves e cuidadosos como pétalas no ar.

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