
As Botas Saltitantes de Matilde
Olá, pequenos e pequenas sonhadores!
Sou eu, a Luma, e hoje trago-vos uma história divertida sobre responsabilidade e como usar o que temos com carinho e cuidado.
Preparados para descobrir o que aconteceu quando a Matilde ganhou umas botas saltitantes?
Então, venham comigo!
Era uma manhã luminosa no Bosque Dourado.
Matilde encontrara algo estranho junto ao tronco do velho carvalho — um par de botas vermelhas com fitas douradas.
Leo, curioso, inclinou-se para espreitar.
Mas Matilde já as calçava.
Assim que apertou as fitas, as botas começaram a brilhar e boing! — ela saltou tão alto que quase tocou nas nuvens!
Matilde riu-se, mas logo ficou empolgada demais.
Começou a saltar por todo o lado — sobre os ninhos, as flores, até sobre o lago!
Cada salto fazia ondas e pétalas voarem.
Mas Matilde não conseguia parar.
Até que… crack! — um dos seus saltos partiu um galho onde dormia o vaga-lume.
A luz dele apagou-se, e o bosque ficou em silêncio.
Matilde caiu de joelhos, assustada.
Luma apareceu, pousando suavemente num raio de sol.
Matilde olhou para as botas, envergonhada.
Luma sorriu, pousando-lhe a mão no ombro.
Com um toque de pó de fada, as botas brilharam e diminuíram de tamanho até se tornarem pequenas pantufas.
Matilde deu um salto leve e aterrou de mansinho, sem fazer barulho.
O vaga-lume acendeu-se outra vez e piscou alegremente.
Todos riram, e o bosque voltou a encher-se de luz e alegria.
Nessa noite, Matilde colocou as botinhas ao lado da cama e murmurou:
Sabem, pequeninos, às vezes queremos tanto mostrar o que conseguimos fazer que esquecemos de cuidar à nossa volta.
Usar os nossos talentos com bondade é o maior salto que podemos dar.
Fechem os olhinhos, imaginem-se a saltar devagarinho por entre flores, com o vento a rir ao vosso lado.
Boa noite, pequenos saltitantes do bosque. Que os vossos sonhos sejam leves e cuidadosos como pétalas no ar.